Como a Mnemônica [Técnica Milenar de Memorização] Mudou Radicalmente Meus Estudos, Meus Resultados e Minha Vida

Tempo de leitura: 15 minutos

técnicas mnemônicas

A maioria das pessoas que ouvem falar em técnicas mnemônicas de memorização, não fazem muita ideia do que se trata realmente essa metodologia tão poderosa.

O que indica, infelizmente, que, nem de longe ou mesmo superficialmente, tais técnicas são abordadas em nosso caquético “sistema educacional brasileiro”.

Exige-se que o aluno decore desde fórmulas matemáticas complicadíssimas até os contornos mais complexos da citologia [o estudo das células], sem que lhe seja dito o mínimo porquê ou como isso poderia ser aplicado em sua vida.

Ora, já que as coisas “têm” que ser assim, que se aborde também métodos científicos de aprendizagem e fixação como as técnicas mnemônicas, a fim de que o tempo e o dinheiro público gasto nas escolas para realizar esse trabalho, seja usado de modo mais eficiente.

Afinal, o que adianta manter toda essa máquina caríssima funcionando, se, no fim, todos os alunos vão esquecer quase que a totalidade desse tipo técnico de informação?

Nesse sentido, os grandes recordistas de memória e estudiosos do seu funcionamento, como, no Brasil, Alberto Dell’isola e Renato Alves, têm batido na tecla de que a Mnemônica, um método grego milenar de retenção de conteúdos, é a melhor ferramenta que se conhece para estudar.

E quando eu conheci as técnicas mnemônicas, justamente, aliás, fazendo o curso de Estudo e Memorização do Renato Alves, posso dizer que meus estudos mudaram completamente, mas não apenas meus estudos, meus resultados também mudaram, mas não somente meus resultados, minha vida também mudou.

Passei a gravar na memória o que eu quisesse gravar na memória, porém, sem aquelas famosas repetições enfadonhas.

Mas antes de falar especificamente sobre as técnicas, vou lhe dar um exemplo de um insight mnemônico que tive cuja essência, aliás, passei a produzir automaticamente depois de fazer o curso, a fim de memorizar quaisquer modelos de conteúdo. Vamos lá ⇓

INFORMAÇÃO: Certa vez, assistindo a uma palestra do físico brasileiro Marcelo Gleiser, eu o ouvi dizer que até 1924, a ciência astronômica pensava que havia apenas uma galáxia no universo [a nossa Via Láctea], até que o astrônomo americano Edwin Hubble descobriu que haviam outras.

TÁTICA: Como gosto muito de ciências, eu quis memorizar toda aquela informação, mas sabendo que haviam apenas dois dados centrais [o ano: 1924; e o nome do descobridor: Edwin Hubble] de onde se ramificavam todas as outras palavras, descobri que eu precisava apenas decorar esses dois núcleos. Então, o que fiz primeiro foi associar o número [1924] e o nome [“Hubble” apenas] a algo mais tangível. Bem, “24” é o número do veado no jogo do bicho e “Hubble” é o nome do maior telescópio espacial da Nasa [nome, aliás, emprestado do próprio astrônomo].

GATILHO MNEMÔNICO: Assim, o que fiz foi apenas imaginar um veado [24 ⇔ 1924] galáctico com um telescópio [Hubble ⇔ Edwin  Hubble] amarrado em suas costas, saltando de galáxia em galáxia [descoberta ⇔ mais de uma galáxia].

Mas que ideia maluca, não é mesmo? Eu reconheço que sim! Mas é precisamente por ter sido uma ideia bem maluca, que eu nunca mais esqueci essa informação, tendo gastado somente algumas frações de segundos para tecer essa teia de memória.

Agora imagine você podendo usar todo esse poder da Mnemônica para memorizar qualquer conteúdo, ou seja, desde listas de supermercado até listas de princípios jurídicos e desde conceitos da gramática até as fórmulas matemáticas mais excêntricas. 

Imaginou? Mas tudo isso não precisa ficar apenas em sua imaginação. Você pode aprender, sim, cada uma das técnicas mnemônicas com quem domina profundamente o assunto: o recordista brasileiro de memorização Renato Alves.

E DIGO A VOCÊ: NÃO HÁ SEGREDO NENHUM PARA SE UTILIZAR AS TÉCNICAS MNEMÔNICAS NA PREPARAÇÃO PARA CONCURSOS PÚBLICOS, POIS TODA A METODOLOGIA É MUITO SIMPLES. BASTA APENAS DAR ASAS À MENTE

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Tudo consiste em se explorar, o máximo possível, o hemisfério direito do cérebro nos estudos. E todos nós já sabemos que esse lado do cérebro humano é fascinado pelo despadrão, inédito, não linear, ridículo, absurdo, enfim, por tudo aquilo que se destaca da realidade de rotina.

Pense, por exemplo, em você dirigindo em uma avenida em que tudo está aparentemente normal. O asfalto, as pessoas, os outros veículos, o clima, tudo permanece como de costume. Sua tendência, portanto, é não memorizar especificamente nenhum instante daquele passeio de carro.

Agora, imagine que no meio desse mesmo percurso, quando você já estiver se aproximando de um semáforo, uma figura emblemática e completamente não convencional surja diante de seu veículo: um palhaço [colorido, com sapatos enormes e barulhento] e ainda fazendo malabarismo e bizarrices das mais extravagantes.

Seus olhos não saem dele, um sorriso aparece em seu rosto e até quando o sinal fica verde, você ainda o olha pelo retrovisor. É bem provável que, se você não trabalha num circo ou se é a primeira vez que aquele palhaço aparece por ali, você guarde aquela cena por muito tempo em sua memória. Isso é Mnemônica.

PaLhAçOs na rua, pIsCa-PiScAs à noite, MARcaDOres DE texTO em folhas brancas etc., são também evidências de que o cérebro é ardentemente atraído por cores, formas e estímulos avessos ao tradicional de um determinado contexto regular [rua, noite, folhas brancas].

Por isso, quanto mais maluca, esquisita, inversa, colorida e disforme for sua ideia, melhor. No caso do “veado galáctico” não precisei abusar das cores, pois explorei mais a ideia de “absurdo”, porém, quanto mais aspectos diferentes você puder introduzir em suas construções mnemônicas, mais seu cérebro estará se divertindo e memorizando.

MAS VAMOS, AGORA, SAIR UM POUCO DESSA ETAPA DE TEORIA E EXEMPLIFICAÇÃO E PARTIR PARA A AÇÃO REAL DAS TÉCNICAS MNEMÔNICAS, A FIM DE QUE EU POSSA LHE PROVAR O PODER DESSE MÉTODO

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Comecemos, então, com a memorização de uma curta lista de objetos [eu imploro: não pule essa parte; insista e aceite o desafio mesmo que o ache uma besteira].

Mas faça mesmo exatamente o que eu lhe pedir. Faça com muita calma e com foco. Deite-se e feche os olhos, quando possível. Dê asas à sua imaginação, de verdade.

Olhe para a seguinte lista de objetos e siga exatamente os passos para sua memorização:

♦ tapete – papel – garrafa – cama – peixe – cadeira – janela – celular – cigarro – prego – piano – sapato – microfone – caneta – TV – prato – rosquinha – automóvel – cafeteira – tijolo ♦

Passo #1 → Forme, na sua mente, a imagem do 1º objeto, que é o tapete. Procure ver o tapete em sua mente, de preferência o tapete de sua casa ou de seu escritório;

Passo #2 → Agora conecte o tapete com o segundo item, que é o papel. Tente imaginar a imagem do mesmo tapete, mas agora feito de papel. Veja-se caminhando sobre o tapete de papel e ouvindo-o amarrotar sob seus pés;

Passo #3 → Dessa vez, faça uma relação ridícula e ilógica entre papel e garrafa. Mentalize você numa mesa escrevendo sobre uma imensa garrafa achatada no lugar do papel;

Passo #4 → Associe, nessa etapa, as palavras garrafa e cama. Pense em você dormindo em seu quarto sobre uma garrafa bem larga;

Passo #5 → Imagine, agora, um peixe dourado gigante dormindo em sua cama;

Passo #6 → Prossiga com as associações: enxergue-se pescando uma cadeira enorme, vendo-a saindo da água e se debatendo no anzol;

Passo #7 → Procure se imaginar atirando violentamente cadeiras na janela fechada de seu quarto;

Passo #8 → Continuando, visualize um grande celular grudado em sua janela, de tal modo que para olhar a paisagem lá fora, você tenha que apertar um de seus botões;

Passo #9 → Agora, pense que quando você pegar um maço de cigarros, dentro dele estejam celulares finos e compridos. Imagine-se fumando esses celulares-cigarros.

Passo #10 → Mentalize, ainda, você pregando na parede de sua sala um cigarro aceso em vez de um prego;

Passo #11 → Nesse passo, a ideia é se ver tocando um piano cujas teclas sejam pregos pontiagudos que estejam furando seus dedos.

Aprendeu o que são e como usar as técnicas mnemônicas? Claro né! Eu tenho certeza que sim.

Então desafio você a terminar a lista. Não se intimide! Já memorizamos juntos os 11 primeiros elementos. Agora, só faltam os 9 restantes. Garanto a você que no final do processo, você será capaz de mencionar os objetos até na ordem inversa.

Use como gatilhos de destaque a DESPROPORÇÃO [formas, traços e tamanhos estranhos à normalidade], a AÇÃO [movimento e agressividade, por exemplo], o EXAGERO [mais quantidade e tamanho] e as CORES mais desarmônicas possíveis. Continue fazendo associações formando pares de objetos.

Você perceberá que é possível realizar a memorização de quaisquer coisas, usando as técnicas mnemônicas.

CONTUDO, COMO NOSSO FOCO AQUI É HACKEAR A MEMÓRIA PARA ATINGIR A MÁXIMA PERFORMANCE NO ESTUDO PARA CONCURSOS, CHEGOU O MOMENTO DE CALIBRAR O MÉTODO PARA ESSE TIPO DE CONTEÚDO

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A princípio, devo lhe dizer que existem diversas maneiras para desdobrar o conceito de Mnemônica, a fim de satisfazer cada natureza de conteúdo dos concursos.

Listas de princípios jurídicos, conceitos e elementos de informática, características de biomas geográficos, períodos históricos, fórmulas matemáticas, enfim, há diversos tipos de conhecimento que são requisitados nos editais de concursos públicos.

Vejamos, por exemplo, algumas técnicas mnemônicas que podem ser usadas para se memorizar dados jurídicos:

1 – Eis o gatilho perfeito para se fixar quais são os cargos privativos de brasileiro nato, conforme o Art. 12 da Constituição Federal ↓

⇒ MP3.COM → Ministro do Supremo Tribunal Federal, Presidente e Vice-Presidente da República, Presidente da Câmara dos Deputados, Presidente do Senado federal, Carreira Diplomática, Oficial das Forças Armadas e Ministro do Estado de Defesa.

2 – Veja o gatilho para se memorizar os 10 direitos de competência privativa da União, conforme o Art. 22 da Constituição Federal ↓

⇒ CAPACETE de PM → Civil, Agrário, Penal, Aeronáutico, Comercial, Eleitoral, Trabalho, Espacial, Processual e Marítimo.

3 – Conheça os gatilhos-ideias para se decorar o número de ministros do STJ, STF, TST e TSE ↓

JESUS MORREU AOS 33 ANOS → “O Superior Tribunal de Justiça [“J” de Jesus] compõe-se de, no mínimo, trinta e três Ministros.” (Art. 104 da CF);

UM TIME DE FUTEBOL TEM 11 JOGADORES → “O Supremo Tribunal Federal [“F” de futebol] compõe-se de onze Ministros…” (Art. 101 da CF);

⇒ “TST” SIGNIFICA TAMBÉM “TRINTA SEM TRÊS” = 27 → “O Tribunal Superior do Trabalho (TST) compor-se-á de vinte e sete Ministros…” (Art. 111-A da CF);

PASSANDO-SE O “T” DE “TSE” PARA O FIM DA SIGLA, FICA “SET” → “O Tribunal Superior Eleitoral compor-se-á, no mínimo, de sete membros…” (Art. 119 da CF)


E para se gravar fórmulas e conceitos matemáticos com as técnicas mnemônicas, é possível?

Ôh, se é! Observe algumas ilustrações:

1 – Para se fixar a lógica das “razões trigonométricas” e a famosa “tabela dos ângulos notáveis” 

2 – Para se memorizar algumas fórmulas de Física 


E para os elementos da tabela periódica, existe alguma solução mnemônica?

Claro que há! Veja alguns exemplos ↓

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E no português, a Mnemônica também atua?

Óbvio que sim! Tire suas próprias conclusões: 

1 – Historinha para se gravar a regra dos “4 porquês” ↓

A senhora “Por” e o senhor “Que”

 

Como todo casal, tem dias em que a senhora “Por” e o senhor “Que” não estão bem. Quando eles estão juntos (porque), adoram ficar explicando porque se amamQuando estão brigados (por que), começam a discutir jogando, um ao outro, perguntas diretas e indiretas. Já quando passam as brigas, mesmo assim, o senhor “Que” deixa um ponto de interrogação na senhora “Por”, colocando seu chapéu e saindo de casa (por quê) para refletir. E quando tudo volta ao normal, o senhor “Que” ainda com seu chapéu, volta para junto da senhora “Por” e de seu filhinho “o” para lerem um artigo de jornal na varanda (o porquê).

 

2 – Frases para se decorar a regra da crase antes de nomes de lugares 

 

⇒ SE EU VOU À E VOLTO DA, CRASE HÁ! → Ex.: Vou à Bahia. Volto da Bahia.
⇒ SE VOU A E VOLTO DE, CRASE PRA QUÊ? → Ex.: Vou a Fortaleza. Volto de Fortaleza (exceção: vou à Fortaleza do meu coração ← se o termo estiver especificado, há crase).

CONCLUSÃO

Aposto que você se apaixonou pelas técnicas mnemônicas.

E se você souber canalizar todo o aprendizado desse artigo [embora tudo isso seja apenas a ponta do iceberg de todo o poder da Mnemônica], não haverá limites para sua memória, pois qualquer coisa poderá ser guardada lá [e para sempre].

Mas se você quiser ir mais além e descobrir como sofisticar todas as engrenagens dessa metodologia, sugiro que você [assim como eu, no início de minha jornada de concurseiro] receba a ajuda de um profissional.

E não dá pra indicar outra pessoa senão o próprio Renato Alves para isso.

Contudo, ainda sim você poderia me dizer:

“Mas, Marlon, você está indicando o Renato Alves porque você é um afiliado dos cursos dele.”

Olhe, dentre a maioria dos muitos cursos de técnicas de estudo e memorização do mercado [que, aliás nunca me chamaram a atenção por causa da superficialidade], eu, de fato, experimentei, escolhi e fui selecionado para ser um parceiro do Renato Alves sim…

Mas de maneira alguma, eu o ofereço a você por causa de comissões. Há cursos com rentabilidades bem maiores para seus afiliados, o que, porém, não me atraem, por terem conteúdos muito precários para os seus clientes e alunos.

Eu indico o Renato Alves a você…

  1. Porque ele foi o primeiro brasileiro a receber homologação oficial de Melhor Memória do Brasil pelo Guiness Book dos recordes nacionais;
  2. Porque ele criou um método patenteado de memorização, ampliando e dinamizando ainda mais as técnicas mnemônicas;
  3. Porque ele já escreveu oito livros [comuns e digitais] que se tornaram indispensáveis para a estante de qualquer concursólogo ou estudante sério deste país;
  4. Porque seu trabalho já foi reconhecido pelas revistas Exame, Super Interessante e Men’s Health, pela Folha de São Paulo e pelas emissoras Band e Rede Globo;
  5. Porque seus cursos contam com mais de 3970 alunos aprovados em concursos e vestibulares Brasil afora;
  6. Porque mesmo se, por algum motivo inexplicável, você não gostar ou não se adaptar ao Método Renato Alves, você poderá pedir todo o seu investimento de volta em até 7 dias;

e por último [e mais importante]…

7. Porque deu certo comigo em todas as minhas aprovações, e não há nenhuma razão [repito: nenhuma] para que não dê certo com você.

PORTANTO, CLIQUE AGORA E ACESSE O PRÓXIMO NÍVEL DA MEMORIZAÇÃO DE QUALQUER CONTEÚDO PARA CONCURSOS, POIS ALÉM DO RISCO ZERO [SEU INVESTIMENTO DE VOLTA EM 7 DIAS, CASO ALGUM INFORTÚNIO ACONTEÇA], EU LHE GARANTO QUE O MÉTODO… ↓

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É isso aí! Até a próxima, concursólogo!


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  • Pedro Henrique Santos

    Cara, adorei a matéria, irei urgentemente recomendar para minha namorada que tem alguma dificuldade com memorização. Percebi ao longo do artigo que eu sempre memorizei bastante coisa (muita coisa mesmo) por conta do valor que dou pra fatos e atos simples, essas minhas “viagens” e “aventuras” imaginárias do cotidiano, vinham todo este tempo me servindo de técnicas da Mnemônica, sem que eu soubesse. Parabéns pela matéria, ajudou muito.

    • Que bom que gostou, Pedro!

      É muito gratificante quando um conteúdo tão carinhosa e cuidadosamente elaborado por nós torna-se tão bem apreciado por leitores como você. Portanto, use e abuse da “mnemônica” para explorar qualquer matéria. Estique a aplicação dessa ferramenta para os contornos mais complexos de qualquer objeto de estudo. Você vai se surpreender com o poder que você sempre teve para memorizar o que quiser, mas que, porém, estava adormecido sem uma metodologia adequada. Um abraço!