O que aprendi com o memorável livro “Como Passar em Provas e Concursos”, do Juiz Federal William Douglas

Tempo de leitura: 11 minutos

como passar em provas e concursos

Aprender como passar em provas e concursos sempre foi, é e será o epicentro de toda a experiência dos concurseiros [amadores] e também, como forma de aprimoramento, dos que estão passando em provas já há algum tempo, ou seja, os concursólogos [que são os profissionais desse jogo].

E nada melhor do que alavancar esse aprendizado investigando quais são as diretrizes mais relevantes, propulsoras e “acertivas” que os grandes gurus dos concursos públicos têm a nos revelar.

E no instante em que comecei este blog, eu me propus a agregar ao meu know-how de concursólogo a leitura técnica dos livros em que a palavra “concurso” aparecesse estampada em sua capa, tanto para me inteirar de outros hacks que eu não conhecia, quanto para tecer as melhores resenhas dessas obras para os meus leitores.

Foi precisamente assim que nasceu o artigo O que aprendi Com o Épico Livro “Inteligência em Concursos”, do Famoso Professor Pier.

E agora, prosseguindo nesta empreitada, apresento-lhe uma análise bastante refinada do memorável e indispensável livro Como Passar em Provas e Concursos, do Juiz Federal William Douglas.

O autor, é claro, dispensa apresentações, e isso, é tanto porque o cara é um monstro dos concursos [o mais popular guru da aprovação em testes objetivos do país], quanto porque só o seu currículo apresentado no início do livro, já preenche 3 páginas e meia. 

Em outras palavras, eu teria que confeccionar um artigo só para falar do William Douglas. Mas eu já lhe confesso que não vai dar. Portanto, acesse o seu site e descubra, você mesmo, mais sobre esse grande mestre dos concursos públicos.

Mas antes de prosseguir, só à guisa de esclarecimento, vale dizer que a obra em análise já foi publicada em duas versões diferentes: uma estendida (568 páginas) e outra resumida (224 páginas).

Bem, mas como a versão resumida já é uma síntese da versão estendida, então, não seria inteligente de minha parte enxugar outra vez as quase 600 páginas da versão ampliada.

Assim, fiz, portanto, um resumo do resumo, a fim de que, em apenas 15 minutos, você consiga ler e ter acesso aos talismãs mais valiosos sobre como passar em provas e concursos.

No entanto, preciso acrescentar que o que me presto a fazer aqui é tão somente uma garimpagem dos itens mais relevantes do livro, mas que, em nenhuma hipótese, substitui o conhecimento disponível apenas por meio de sua leitura plena.

Sem mais delongas, vamos lá ↓

728x90

#1 – “ANTES DE APRENDER AS MATÉRIAS (4), VOCÊ PRECISA APRENDER A APRENDER (1), APRENDER A TER MÉTODO (2) E APRENDER A FAZER PROVAS (3).” – WILLIAM DOUGLAS

como passar em provas e concursos

Que sacada foi essa do William Douglas!

Segundo ele, a resposta para “como passar em provas e concursos?”, passa primeiro por um processo de quatro aprendizados:

  1. Aprender a aprender;
  2. Aprender a ter método;
  3. Aprender a fazer provas;
  4. Aprender as matérias.

E, como em suas obras, é óbvio, o próprio William não pode lhe ensinar os conteúdos e nuances de cada disciplina possível, ele se presta, então, a lhe apresentar os caminhos para vencer as 3 primeiras etapas e os meios genéricos de se apropriar da maioria das matérias.

A matéria do concurso está nos livros e nas aulas: você só precisa se organizar para aprendê-la e treinar a transmissão dela para o papel da prova.” William Douglas

Aprender a aprender

Com essa expressão, o que o William Douglas quer nos ensinar em seu livro Como Passar em Provas e Concursos, é que a condição do aprendizado não é uma circunstância que, em regra, manifesta-se a esmo e espontaneamente.

A aprendizagem, na verdade, possui contornos, critérios e implicações mais ou menos definidos e geralmente se materializa na mente de um indivíduo por meio da combinação entre tamanho do desejo de conhecer o conteúdo, método apropriado de penetrar no conteúdo e persistência de não desistir ante a complexidade do conteúdo.

Aprender a ter método

Não só a ter método, mas a ter métodos de sucesso – devo acrescentar.

Métodos de sucesso são modelos de execução de uma atividade que, considerando o histórico de custo-benefício e a relação entre acertos e erros obtidos nos resultados de todos os outros meios possíveis de execução, são selecionados como os mais eficientes para se atingir o fim desejado.

Em outras palavras, aprender a ter método consiste em saber, por exemplo, quando introduzir ou não introduzir no estudo os flash cards, fluxogramas, organogramas, quadro sinóticos, chaves dicotômicas e mapas mentais…

Aliando tudo isso com técnicas de memorização, como a mnemônica, a repetição, a autoaula [dar aula pra si mesmo] etc.

Aprender a fazer provas

Aprender a fazer provas é uma verdadeira ciência.

E o primeiro passo é combinar o rastreamento das questões de uma determinada matéria com o mapeamento do que é mais cobrado daquela matéria nos cadernos de prova, isso tudo, é claro, considerando-se apenas a banca examinadora que confeccionará a prova.

O melhor termômetro do seu aprendizado é a prova.” William Douglas

Depois, o ideal é fazer e refazer todas as questões possíveis da tal disciplina [dando-se prioridade para a banca do concurso], tendo-se em vista e concedendo maior atenção às questões cujos itens caem mais nas provas [como os 78 incisos do artigo 5º da Constituição Federal na matéria de Direito Constitucional].

E, por último, a sacada é ficar ligado nas técnicas de chute mais populares e “acertivas” já testadas, para o caso de não fazer ideia do que se trata uma questão qualquer da prova.

Aprender a matéria

E o último aprendizado introdutório para saber Como Passar em Provas e Concursos consiste em se apoderar dos melhores materiais possíveis de estudo e adquirir musculatura glútea para sentar numa cadeira e estudar sem mimimi ou beicinho de “tô cansado!”.

Talvez, sem os 3 primeiros aprendizados, seja possível, embora improvável, alguém se sair razoavelmente bem em algum concurso.

Mas garanto a você que, sem aprender minimamente a matéria, na atual conjuntura da indústria dos concursos, ficar entre os aprovados [acertando 70%, 80% ou até mais dos itens de uma prova] é um feito que está para além de acertar os 6 números da Mega-Sena.

Não acredita? Então leia esta matéria aqui, do site da revista Mundo Estranho. Segundo o artigo, a chance de passar em uma prova complexa sem estudar, elegendo-se como exemplo a primeira fase para o vestibular de medicina da Fuvest, é de uma em 5 septilhões (0,0000000000000000000000012%).

É claro que sempre haverá variações de dificuldade entre vestibulares e vestibulares, vestibulares e concursos e concursos e concursos. Entretanto, as chances pra quem não aprende a matéria, sempre serão absurdas e praticamente nulas.

728x90

#2 – “MUITOS DESISTEM BEM PERTO DO SUCESSO. É NESTA FASE QUE O CANDIDATO COMEÇA A TIRAR NOTAS ‘RASPANDO’ E, MUITAS VEZES, INTERPRETA O ‘QUASE PASSEI’ COMO UM FRACASSO.” – WILLIAM DOUGLAS

como passar em provas e concursos

Como essa postura pessimista é perigosa!

Você, com certeza, já deve ter passado por isso ou presenciado alguém experimentando tal angústia.

É um cenário bem popular: o candidato está estudando já há algum tempo e começa a fazer provas uma atrás da outra.

No início, ele apenas coleciona sucessivos fracassos redondinhos, isto é, resultados que passam longe da nota de corte para a aprovação.

Mas após várias vezes errando feio, ele começa a se aproximar da pontuação ideal e entra em outra janela de ocorrências: a do “quase passei”.

Aí, então, os resultados começam a se apresentar com a seguinte configuração:

  • Um chute livre ao gol, que bate na trave;
  • Um falta cobrada, que esbarra no travessão;
  • Um pênalti, que o goleiro tira com a ponta dos dedos.

Nada mais desesperador do que uma tentativa que tem tudo pra dar certo, mas que, por um minúsculo infortúnio do destino, acaba gerando o mesmo resultado que um uma tentativa literalmente distante do êxito, como um chute para bem longe do gol.

Bem, mas chega de futebol!

O que o William Douglas está tentando nos dizer é que a ciência de como passar em provas e concursos obedece à mesma temporariedade dos outros processos da realidade, ou seja, depois de uma etapa de fracassos sistemáticos, vem uma sessão de progressos que se manifesta em “quase sucessos”, para só, enfim, o resultado definitivamente positivo bater à porta e essa jornada alcançar o seu ápice.

Em outras palavras, embora o “quase passar” seja matematicamente um fracasso, não é ideal encará-lo como tal, mas sim como mais um item sendo adicionado ao acúmulo natural das experiências necessárias para se abrir a janela do sucesso definitivo.

“Quase passar”, portanto, é uma ótima notícia, visto que significa que você está avançado no jogo dos concursos. O triste é chegar à conclusão de que “passou longe”, pois aí, sim, a aflição talvez se justifique pelo fato de que a caminhada só está começando.

#3 – “APRENDER UM ASSUNTO É COMO MONTAR UM QUEBRA-CABEÇA: COMEÇAMOS DEVAGAR, MAS À MEDIDA QUE PROGREDIMOS, A VELOCIDADE VAI AUMENTANDO EM SALTOS.” – WILLIAM DOUGLAS

como passar em provas e concursos

Isso é a mais pura verdade!

Quando iniciamos o estudo de uma disciplina totalmente desconhecida, logo ganhamos um impacto intelectual muito grande de seu conteúdo. Um verdadeiro choque anafilático.

Isso se deve às nuances, contornos e implicações da matéria, com as quais nunca nos relacionamos em nenhuma instância.

É como a primeira vez em que provamos comida japonesa. Como brasileiro, seu paladar está acostumado, desde a infância, a saborear carnes fritas, assadas ou cozidas. Daí, quando sua língua, já na vida adulta, prova a textura de um peixe cru, o choque fisiológico-alimentício que você recebe é muito alto para não dar vontade de vomitar.

Isso também acontece, com algumas diferenças, com qualquer pessoa que se proponha a degustar vinhos. Primeiro, começa-se com o vinho suave, considerando-se impossível engolir o vinho seco. Depois, a sensação vira do avesso: o vinho seco se torna o único tipo apreciável e o suave é rebaixado para os paladares mais ignorantes daquele ramo de degustação.

Aprender coisa nova sempre trará consigo impactos enormes. Mas para vencer na arte de como passar em provas e concursos, é preciso persistir até que uma nuvem de normalidade e de adaptabilidade tome conta do processo.

No quebra-cabeça, os primeiros encaixes, isto é, as primeiras peças que se juntam, consomem um grande período de tempo, quase que certamente o maior de toda a montagem da imagem. Se você tiver 500 peças, verá que as primeiras 250 levarão algo em torno de 80% do tempo total da montagem. Com o tempo, as peças começam a se juntar quase que sozinhas.” William Douglas

&

Isso ocorre no quebra-cabeça e em qualquer outro processo de aprendizado: o crescimento inicia em progressão aritmética, próximo do zero, cresce lenta e gradualmente, depois cresce em progressão geométrica, acelera e explode.” William Douglas

CONCLUSÃO

Por fim, podemos dizer que essa foi uma boa pincelada do que o livro Como Passar em Provas e Concursos trata em seu escopo.

Vale muito a pena ter essa ferramenta em mãos, para consultas periódicas de todas as sacadas, ideias, experiências e ensinamentos que o grande guru William Douglas tem a nos ensinar sobre o universo dos concursos públicos.

E falando nos concursos, deixo, para o nosso grand finale, uma lição do mestre, dessa vez, muito óbvia, mas que nem sempre permanece tão nítida assim em nossa consciência:

Este jogo [o dos concursos] só termina de duas formas: com uma desistência ou com uma vitória.” William Douglas


Gostou desse artigo?

Então compartilhe-o em suas redes sociais (com os botões de compartilhamento acima ⇑ ⇑) e se inscreva na caixa de e-mail abaixo, a fim de que eu possa lhe enviar, em primeira mão, os conteúdos mais quentes que forem brotando aqui no Concursologia ⇓ ⇓